• PR Equipe

COVID-19, imunidade e Vitamina D



Antes mesmo de ser declarada pandemia, foi observado que os casos mais graves de pessoas infectadas pelo Coronavirus estavam entre grupos de imunodeprimidos: idosos, hipertensos e diabéticos. Recentemente, foram realizadas pesquisas que associavam casos graves de COVID-19 a deficiência em Vitamina D. Não é à toa que a baixa imunidade e a deficiência em Vit-D estejam presentes nos casos graves: você sabia que essa vitamina é ainda mais importante que a Vitamina C no desenvolvimento imunológico das crianças?

Dá uma lida nesse trecho do Livro da Maternagem, à venda aqui no site, em que a Dra Relva fala algumas coisas muito importantes e que podem ter impacto nos nossos hábitos para combater a COVID-19.


"O que é essa tal de imunidade? Imunidade é o conjunto de mecanismos de defesa do organismo contra agentes patógenos (micróbios) que causam doenças: vírus, bactérias, fungos. O sistema imunológico consiste em:

1. Barreiras físicas (pele, mucosa e seus epitélios) + Produção de muco (que protege as mucosas) + Batimentos ciliares do ‘epitélio’ (camada de células que reveste as mucosas) 2. IgA secretória, um tipo de imunoglobulina protetora

3. Imunidade celular: células fagocitárias, células ‘matadoras’, proteínas do sangue (sistema complemento) e citocinas (que regulam a atividade das células de defesa) À medida que a criança cresce, ela vai desenvolvendo a imunidade adquirida, em resposta à infecção ou às vacinas; essa I. A. consiste de células chamadas glóbulos brancos, mais especificamente linfócitos. Há dois tipos de resposta imunitária adquirida: A humoral, mediada por anticorpos, que são produzidos pelos linfócitos B, específicos para cada ‘antígeno’; e a celular, mediada pelos linfócitos “T”, que dispõem de memória seletiva para cada tipo de antígeno ou agressor.

Os órgãos envolvidos no sistema de defesa são: PRIMÁRIOS: timo (onde amadurecem as células “T”), o fígado e a medula óssea, onde amadurecem as células “B”. SECUNDÁRIOS: tonsilas (amídalas e adenoides), baço, linfonodos (ou gânglios), placas de Peyer e a medula óssea. Para produzir respostas específicas para cada ‘antígeno’, é que são usadas as ‘vacinas’, aplicadas durante a infância e outras fases da vida. Na infância, o organismo ainda não dispõe de seu repertório imunológico, o qual se vai desenvolvendo à medida que cada organismo entra em contato com vírus e bactérias do meio ambiente ou das vacinas, o Brasil tem um programa de vacinação bem avançado, não só quanto à variedade de vacinas, mas quanto à cobertura alcançada pelas unidades básicas de saúde e pelas campanhas, que proporcionam alta proteção coletiva. A imunidade amadurece progres- sivamente, estando quase completa pelos 4 anos de idade, o que mostra que os ‘remédios para imunidade’ só servem para ‘dar tempo ao tempo’... Em algumas crianças, o sistema de defesa não atinge sua plenitude, seja por causas primárias, seja em consequência de agravos como: desnutrição, HIV, leucemias, doença falciforme, perda cirúrgica ou acidental do baço. Outras condições que comprometem a imunidade: baixa idade (primeiros anos de vida), prematuridade, asma brônquica, pais fumantes, creche e escolinhas, mucoviscidose, síndrome de Down, cardiopatias, diabetes, transplantes. Muito se gasta inutilmente com as ‘drogas de consolo’: analgésicos, antipiréticos, anti-histamínicos, anti-inflamatórios e até antibióticos, que poderiam ser substituídos pelo bom senso, paciência e líquidos...Quantas medidas inúteis e caras, quando seria mais importante lavar as mãos?

Que medidas são eficazes para incrementar a imunidade? Sol (que confere vitamina D), ar livre, quartos e salas arejadas e sem carpetes, e ÁGUA para beber regularmente. Brincar em ambiente afetivo e acolhedor é uma necessidade básica de toda criança. Estabelecer o hábito de lavar as mãos para toda a escolinha, ao chegar da rua e entre cuidar de uma criança e outra. Ou seja, medidas simples e exequíveis por qualquer pessoa, mas muito IMPORTANTES! A higienização das mãos é considerada a medida de maior impacto e comprovada eficácia na prevenção das infecções, uma vez que impede a transmissão cruzada de microrganismos. Estudos mostram que uma maior adesão às práticas de higienização das mãos está associada à redução nas taxas das infecções em serviços de saúde. Embora seja uma ação simples, o não cumprimento dessa prática pelos profissionais de saúde ainda é considerado um desafio no controle de infecção dos serviços de saúde.

©2020 por Pediatria Radical. Orgulhosamente criado com Wix.com