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Terrible two, agressividade e adultos infelizes




"Minha mãe me batia e não tenho trauma nenhum"

Tem certeza?


Pois há estudos que demonstram que uma série de comportamentos que apresentamos como adultos são consequência de como fomos tratados nesta fase crítica de desenvolvimento da individualidade.



No Livro da Maternagem, a Dra Relva aponta:

"A crueldade [pode-se ler agressividade] é uma característica humana, que se manifesta inicialmente do bebê para com sua mãe. Pelos oito meses até o segundo ano ou mais um pouco (hora dos ‘terrible two’) o bebê cai do cavalinho ao perceber duas catástrofes narcísicas:

1- ele é um ser separado da mãe e vai ter que se virar nos trinta com essa notícia.

2- o mundo não nasceu com ele, existe desde sempre, com regras próprias, comandos, gritos e enquadramento por parte dos adultos, sem paciência com a ‘lerdeza’ da criança e sua falta de entendimento de como as coisas funcionam.

(...)

A criança que não recebeu maternagem adequada torna-se uma pessoa em estado de necessidade permanente, o que explica as adições no adulto (álcool, café, cigarro, guloseimas, jogos). Na criança desvinculada, o que se observa é a exigência desmedida por brinquedos que, claro, jamais a satisfazem. Inicialmente, ela pode até ser ‘comprada’ com objetos, roupas e brinquedos, mas sua carência é ‘outra’: amor, aceitação, colo. Quando não se faz essa leitura, do lado da criança cresce a carência e, do lado dos pais, a irritação."

Pais irritados e incapazes de controlar o ato covarde que é agredir uma criança podem gerar traumas suficientes para que a criança desenvolva transtornos psicológicos graves, ou, em casos mais corriqueiros, padrões de comportamento nocivos, como vícios ou a escolha de parceiros que reproduzam o padrão de violência a que foram submetidas na infância.

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