As vacinas funcionam!

Na primavera de 2015, ocorreu um surto de sarampo na Disney, que infectou 131 crianças. Sarampo é altamente transmissível e é uma doença terrível: pode causar pneumonia, encefalite e até morte (1: 2000 casos). É a doença mais mortal das viroses exantemáticas febris.

Felizmente, desde 1970, surgiu uma vacina que praticamente erradicou o sarampo que, antes, afetava cerca de 900.000 crianças por ano nos Estados Unidos. A vacina faz parte da MMR (ou sarampo, caxumba, rubéola) que é dada no 1º ano de vida, com reforço pelos 4-6 anos; a vacina tem uma taxa de proteção de 98%. Os que nasceram antes de 1970 são testemunhas da devastação causada pelo sarampo.

As vacinas, as medidas sanitárias e os antibióticos são ferramentas incríveis para combater doenças infecciosas. Além de exterminar o sarampo, as vacinas quase erradicaram a varicela e a poliomielite. O sucesso das vacinas foi, ironicamente, a causa de sua derrocada, pois mais as pessoas foram levadas a crer que eles não são mais necessárias.

Um ano antes do surto de sarampo na Disney, uma região de Vancouver, Canadá, teve cerca de 400 casos considerado o pior surto em 30 anos. Os casos surgiram em uma escola cristã da Congregação Reformista da América do Norte. Esse grupo não acredita nas vacinas, dizendo que elas não são seguras; e também invocam razões religiosas. Felizmente, o restante da população canadense era vacinada, o que impediu maior disseminação do sarampo.

Apesar desses surtos, cerca de 80% de pais anti-vacina alegaram razões diversas para não vacinar os filhos. Pode-se dizer: “questão de escolha”. Mas não é tão simples, porque todas as crianças correm o mesmo risco do retorno dessas doenças.

– Vacine seus filhos segundo as diretrizes sanitárias. Se precisar de esclarecimentos,pergunte a uma pediatra ou leia documentos oficiais.
– Não acredite em boatos sobre autismo x vacinas. Não é coincidência científica sobre essa causalidade. Pergunte a seus avós como eram essas doenças antes das vacinas.
– Continue usando vitamina D e probióticos para manter a microbiota promovendo uma boa resposta imunológica contra as doenças infecciosas.

Dr. Brett Jinly, PhD.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *