Todo bebê tem manual elaborado pela mãe natureza

• O útero é o lar privilegiado dos bebês, seguro, quente, isolado, amortecido contra choques, e que lhe proporciona embalo;
• A natureza programou os nascimentos por parto natural, vaginal, permitindo assim ao bebê ficar “pronto” para nascer e se adequar a este mundo em plenas condições físicas, emocionais e respiratórias;
• Bebês precisam “aprender” a sugar e respirar tranquilamente. É uma aquisição que precisa ser ajudada, não o deixando hibernar horas e horas. Precisa ser manipulado e levado a sugar, é por isso que ele não dorme a noite toda e chora bastante: para ser manipulado e oxigenado;
• Sua primeira grande aquisição é a coordenação entre boca, seio e mãos – bebês precisam botar as mãos na boca e não podem ser contidos nesse propósito, sob pena de importante lacuna neurológica;
• Os principais nutrientes do bebê são o leite materno e o oxigênio de uma boa respiração;
• Nos primeiros seis meses, bebês só precisam de leite materno; por isso que a boca foi feita para o seio e o seio para a boca;
• Bebê só tem vida instintiva, que deve ser respeitada; ele não tem “noção moral” nem pode ficar esperando muito tempo pra mamar, a fim de “aprender”;
• Favorecer as conexões bioneurológicas inatas é essencial para uma vida plenamente saudável e a formação de um adulto com personalidade vital;
• Bebês não precisam ser trocados de hora em hora – bastam seis trocas ao dia nos primeiros três meses; tão cedo não será hora de treiná-los em hábitos higiênicos;
• Bebês adquirem a noção corporal – cinestésica e espacial – nos braços da mãe; depois, devem ser deixados livres para rolar sobre a cama. O corpo é sua ferramenta de introdução à vida quotidiana, é com ele que os bebês aprendem a viver e a se defender;
• O bebê não precisa de exagero de enfeites no quarto, isso não tem significado algum para ele;
• O bebê precisa ser carregado, balançado cuidadosamente, usar roupinhas frescas ou agasalhos leves, não ser “empacotado”, ter as mãos livres, não usar luvas nem macacões que lhe restrinjam os movimentos;
• Bebês precisam ficar sem roupa algum tempo antes do banho, para a livre movimentação corporal;
• Bebês adoram o acalanto ainda no útero e, depois do nascimento, precisam ser ninados;
• Mesmo após falar, bebês agem primeiro e pensam depois sobre o que fizeram, pois não dispõem ainda de capacidade de abstração. Seu aprendizado acontece por meio de correlações progressivas e pela experiência.
• Bebês precisam de longos intervalos de silêncio;
• Bebês precisam ser encorajados em suas iniciativas e de incentivo a ultrapassá-las. Ajudá-los o tempo todo, em suas pequenas quedas, sem dar-lhes a chance de se levantarem, atrasa sua coordenação e autoconfiança.
• A sequência do aprendizado da criança é: senta por volta dos seis meses, engatinha por volta dos nove, anda por volta de um ano, fala por volta dos dois anos, organiza o pensamento por volta dos três anos;
O direito da criança ao desenvolvimento emocional deve ser reforçado continuamente. Após os quatro meses, quando ela começa a demonstrar — além das exigências físicas — as primeiras respostas emocionais à sua mãe, começa-se, erroneamente, a negar colo ao bebê para “não ficar manhoso”, e chovem os palpites de que ele deve ser largado no berço “para aprender”…

Observa-se esse desenvolvimento emocional pelo foco do olhar do bebê no rosto da mamãe, depois pelo sorriso; em seguida, todo o seu sistema motor volta-se para ela, e ele chora quando ela sai de sua vista. A presença da mãe é tudo. Ele SENTE seu toque, seu estímulo, sua respiração. Sua distância focal é curta, o bastante para alcançar o seio, sua fonte de alimentação. A mãe é a senha, o “abre-te, sésamo”, para seus sentimentos de bem-estar ou de desapontamento.

Extraído do LIVRO DA MATERNAGEM,
Dra. Relva B. Oliveira

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